CAUSOS E CASOS DO MINISTÉRIO DE ARTES VIDA NOVA – MAVN
As aventuras dos quatro tabaréus de Lagarto/SE em Itapetininga/SP – Parte III
Caros amigos, nesta terceira parte da nossa aventura para a EFAC, teremos como atriz principal: Tamires, não por perseguição, mas porque essa amarela proporcionou inúmeras situações cabulosas e que nos deixaram vergonhosos, do tipo que Anselma fala: “não trago mais”.
| É Tamires todo! rsrsrs |
Primeiro logo após chegarmos ao local da EFAC, conhecemos os alojamentos, guardamos nossas malas, depois de tudo organizado, Eu e Saulo, descemos para o local das inscrições e percebemos que Anselma e Tamires, já estavam ali. Assim que cheguei perto sentir um cheiro de puxa-saco imenso, parecia que o capachão da TV colosso estava ali, foi quando olhei para o lado e vi Tamires conversando e babando ao mesmo tempo, com uma garota, cheguei do lado de Anselma e perguntei quem era, ela falou que Tamires disse que era a Professora de Dança. Assim que a garota se afastou, Tamires confirmou o informe de Anselma, e fazendo aquela cara de cachorro pidão, disse “ai, eu queria tirar uma foto com ela” (sabe como é todo puxa-saco vai logo conversar com a professora para tentar obter vantagem).
| Para comprovar o texto. |
Na pura amizade tive que utilizar os meus dotes de desenrolado e sem demoras entreguei logo o jogo, disse “Ei, aquela menina quer tirar uma foto com você” e com toda delicadeza a arrastei pelo braço e coloquei-a do lado de Tamires para a bendita foto, mas o pior estava porvir, logo após a foto Tamires disse “obrigada professora!”, e a garota respondeu: “não, sou só aluna do segundo módulo”, pense na vergonha propiciada pela amarela.
Mais tarde na missa, antes da entrada do presidente da celebração, na pequena capela fazia-se aquele silêncio, para que de coração contrito pudéssemos participar da Santa Missa, Eu, Saulo e Anselma, já estávamos lá, e perguntei sussurrando a Anselma por Tamires (tudo para não atrapalhar o silêncio), mas amigos nem precisou responder, todo o silêncio fora interrompido por um barulho ensurdecedor, quando olho para traz, vejo Tamires, se batendo na porta de vidro da capela (graças a Deus não quebrou, caso contrário não teríamos voltado até pagar com nosso trabalho, porque dinheiro não tínhamos), depois de ter tropeçado nas pernas de uma coitada da comunidade Recado, e na cara de pau, mesmo percebendo a cara de choro da pobre mulher, Tamires ainda pergunta “mulher doeu”, grande testemunho aquela mulher me deu, pois conteve a raiva e rindo respondeu “não foi nada” e saiu mancando (não sei como ela está, mas até o último dia ela continuava mancando e exibindo um hematoma roxo em sua perna).
| O bico é para sair a fumaçinha, mas câmera de pobre nem pega essas coisas. |
Pela manhã já acordamos assustados, pois para nós de Sergipe 10ºc era muita coisa, ao sair do quarto, só para assustar, estava aquela neblina e alguns cristais de gelo nas plantas na frente do alojamento, oriundos do orvalho. Ai, vocês já devem saber, as meninas começaram a seção fotos, com aqueles casacos do polo norte, e ainda para identificar as nossas raízes teve até foto assoprando para sair aquela fumacinha do frio, nesta hora todo mundo já estava rindo dos tabaréus de Sergipe.
Mas Deus é bom demais, ensinou a Tamires, que nem tudo que reluz é ouro, ou seja, devemos estar sempre alertas para não sermos enganados por nossos olhos, e ainda que apesar de nossos tropeços no dia-a-dia, devemos continuar a nossa caminha rumo à santidade, e nós amigos, aprendemos que não podemos ser nem mornos, nem frios, devemos ser quentes no Senhor e que frieza alguma possa nos derrubar na fé.
Por Marcel Almeida
