quinta-feira, 8 de novembro de 2012

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA




O Senhor Palha
  
O Sr. Palha era um homem sozinho, não tinha casa, nem mulher, nem filhos. 
Era tão pobre que só tinha  roupa que trazia vestida. Mal tinha o que comer e era tão magro como um fiapo de palha. Era por isso as pessoas chamavam-lhe Sr. Palha.
Todos os dia o Sr. Palha ia rezar ao templo. Pedia melhor sorte à Deusa da Fortuna, até que um dia ouviu uma voz sussurrar “a primeira coisa que tocares quando saíres do templo vai trazer-te grande fortuna”.
Assustado, olhou em volta, mas viu que o templo estava vazio. Pensou se estaria louco, ouvindo vozes...Econcluí-o que tinha sonhado. Mas mesmo assim, com alguma esperança, resolveu correr para a rua. Nisto tropeçou e rebolou pelos degraus do tempo até à rua. Quando se ia a levantar reparou que tinha um fiapo de palha na mão e ao lembrar-se da voz que ouvira, mesmo pensando que não valia nada resolveu guarda-lo. E lá seguiu caminho segurando o seu fiapo de palha. 
Pouco depois apareceu uma libélula zumbindo a volta da sua cabeça. Tentou espantá-la, mas não adiantou. A libélula continuava à volta dele.  Então pensão "está bem, se não queres ir embora então fica comigo". Apanhou a libélula, amarrou o fiapo de palha ao rabo dela e continuou a descer a rua.
A caminho do mercado, encontrou uma florista com o filhinho. Vinham de muito longe. O menino estava cansado, suado e todo empoeirado, mas quando viu a libélula zumbindo amarrada no fiapo de palha, seu rostinho se animou:
- Mãe me dá uma libélula? Por favor!
Assim o Sr. Palha, com pena do menino, deu-lhe a libélula no fiapo 
- É muita bondade sua! - disse a florista - Não tenho nada para lhe dar em troca além de uma rosa. 
O Senhor Palha agradeceu e continuou seu caminho, levando a rosa.
Andou mais um pouco e viu um jovem sentado num toco de árvore, segurando a cabeça entre as mãos. Parecia tão infeliz que o Sr. Palha lhe perguntou o que havia acontecido.
- Vou pedir a mão da minha namorada em casamento hoje à noite, mas sou tão pobre que não tenho nada para lhe oferecer
- Também sou pobre. Não tenho nada de valor, mas se quiseres podes dar-lhe esta rosa.
O rapaz sorriu alegre ao ver esplêndida rosa.
- Fique com estas três laranjas, por favor. É só o que posso dar em troca.
O Sr. Palha continuou, levando as três suculentas laranjas.
A seguir encontrou um mascate, ofegante:
- Estou puxando a carrocinha desde manhã. Estou com tanta sede que acho que vou desmaiar. 
- Acho que não há nenhum poço por aqui, mas podes ficar com estas três laranjas.
O mascate ficou tão agradecido que ofereceu um rolo da mais fina seda ao Sr. Palha.
- O senhor é muito bondoso. Por favor, aceite esta seda em troca.
E mais uma vez o Sr. Palha seguiu pela rua, como o rolo de seda debaixo do braço.
Ao fim de dez passos viu passar uma princesa numa carruagem. A princesa tinha um ar preocupado, mas alegrou-se ao ver o Sr.Palha
- Onde arranjou essa seda?  É justamente o que estava à procura. Hoje é o aniversário do meu pai e quero dar-lhe um quimono real.
- Já que é aniversário dele, tenho prazer de lhe dar esta seda.
- O senhor é muito generoso - disse a princesa sorrindo -  Por favor, aceite esta joiaem troca.

A carruagem se afastou, deixando o Senhor Palha segurando uma joia de inestimável valor brilhando a luz do sol.
Levou a joia ao mercado, vendeu-a e com o dinheiro comprou uma plantação de arroz.Trabalhou muito, arou, semeou e colheu. Todos os anos a plantação produzia mais arroz. Em pouco tempo o Sr. Palha ficou rico. Mas sempre ofereceu arroz aos que tinham fome e ajudava a todos que o procuravam. Muitos diziam que sua sorte tinha começado com um fiapo de palha. Mas não terá sido com a generosidade?
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ESTUDO BIBLÍCO

Salve Todos os Santos.


A festa do dia de Todos os Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou. 


Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs. A Enciclopédia Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra a todos os deuses — a Maria e a todos os mártires. Markale comenta: “Os deuses romanos cederam seu lugar aos santos da religião vitoriosa”.


A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741 DC) dedicou uma capela em Roma a todos os santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. Não se sabe ao certo por que ele fez isso, mas pode ter sido porque já se comemorava um feriado parecido, na mesma data, na Inglaterra. The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) afirma: “O Samhain continuou a ser uma festa popular entre os povos celtas durante todo o tempo da cristianização da Grã-Bretanha. A Igreja britânica tentou desviar esse interesse em costumes pagãos acrescentando uma comemoração cristã ao calendário, na mesma data do Samhain. . . . É possível que a comemoração britânica medieval do Dia de Todos os Santos tenha sido o ponto de partida para a popularização dessa festividade em toda a Igreja cristã.”


Markale menciona a crescente influência dos monges irlandeses em toda a Europa naquela época. De modo similar, a New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) afirma: “Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1.° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos.” Finalmente, em 835 DC, o Papa Gregório IV declarou-a uma festa universal.

O feriado do Dia de Finados, no qual as pessoas rezam a fim de ajudar as almas no purgatório a obter a bem-aventurança celestial, teve sua data fixada em 2 de novembro durante o século 11 pelos monges de Cluny, na França. Embora se afirmasse que o Dia de Finados era um dia santo católico, é óbvio que, na mente do povo, ainda havia muita confusão. A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) afirma que “durante toda a Idade Média era popular a crença de que, nesse dia, as almas no purgatório podiam aparecer em forma de fogo-fátuo, bruxa, sapo, etc.”

Incapaz de desarraigar as crenças pagãs do coração do seu rebanho, a Igreja simplesmente as escondeu por trás de uma máscara “cristã”. Destacando esse fato, The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) diz: “A festividade cristã, o Dia de Todos os Santos, é uma homenagem aos santos conhecidos e desconhecidos da religião cristã, assim como o Samhain lembrava as deidades celtas e lhes pagava tributo.


Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.


O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paroquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.

Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidas e divulgadas por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Batista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).


Intenção Catequética da Festividade

Segundo o ensinamento da nossa Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. 


O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano. Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal Beato John Henry Newman: não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.


Citações do Catecismo da Igreja Católica

 A comunhão com os santos. «Não é só por causa do seu exemplo que veneramos a memória dos bem-aventurados, mas ainda mais para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente com o exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão cristã entre os cristãos ainda peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim também a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus» 

A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus

Quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor;
e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre.
Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!

Quando a Igreja, no ciclo anual, faz memória dos mártires e dos outros santos, «proclama o mistério pascal» realizado naqueles homens e mulheres que «sofreram com Cristo e com Ele foram glorificados, propõe aos fiéis os seus exemplos, que a todos atraem ao Pai por Cristo, e implora, pelos seus méritos, os benefícios de Deus» .


 «Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade». Todos são chamados à santidade: «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48):

«Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos» 


Pão por Deus


Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.
Esta tradição teve origem em Lisboa em 1756, 1 ano após o terremoto que destruiu Lisboa em 1º de Novembro de 1755. Nesse evento morreram milhares de pessoas e a população da cidade - na sua maioria pobre - ainda mais pobre ficou.


Como a data do terremoto coincidiu com uma data com significado religioso (1 de Novembro), de forma espontânea, no dia em que se cumpria o primeiro aniversário do terramoto, a população aproveitou a solenidade do dia para desencadear, por toda a cidade, um peditório, com a intenção de minorar a situação paupérrima em que ficaram.

As pessoas, percorriam a cidade, batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, dado grassar a fome pela cidade. E as pessoas pediam: "Pão por Deus".


Só podiam pedir o "Pão-por-Deus", crianças até aos 10 anos de idade (com idades superiores as pessoas recusavam-se a dar).

As crianças só podiam andar na rua a pedir o "Pão-por-Deus" até ao meio-dia (depois do meio-dia, se alguma criança batesse a uma porta, levava um "raspanete", do adulto que abrisse a porta).
A partir dos anos 80 a tradição foi gradualmente desaparecendo e, atualmente, raras são as pessoas que se lembram desta tradição.

Até a comunicação social, contribui para o empobrecimento da memória coletiva. Neste dia todas as estações de TV, Rádio e jornais, falam no Halloween, ignorando completamente o "Pão-por-Deus".


Embora não advoguem a crença no purgatório, há igrejas protestantes que também guardam o Dia de Finados. Com efeito, é o terceiro dentre três dias consecutivos que a cristandade considera como tendo relação especial com os mortos. O dia antes, 1.° de novembro, é o Dia de Todos os Santos, em honra às almas dos “santos”, que se pensa já terem chegado ao céu. E o dia anterior, 31 de outubro, é chamado “Halloween” (em inglês) ou Véspera de Todos os Santos, e seu nome em inglês se deriva de ser a véspera do “Dia de Todos os Hallows [Santos]”.

“Halloween”, também, tem relação com os mortos. No calendário dos antigos celtas, 31 de outubro era a Véspera do Ano Novo. Os celtas, junto com seus sacerdotes, os druidas, criam que, na véspera do ano novo, as almas dos mortos perambulavam pela terra. Sustentava-se que alimentos, bebidas e sacrifícios podiam apaziguar tais almas perambulantes. Também, “Halloween” incluía fogueiras para expulsar os maus espíritos.


A respeito das fogueiras nessa época do ano, lemos em Curiosities of Popular Customs (Curiosidades dos Costumes Populares): “Usavam-se também fogueiras em diferentes horas e lugares, na Noite de Todos os Santos, que é a véspera do Dia de Finados, e no próprio Dia de Finados, o 2 de novembro. Nestes casos, as fogueiras eram consideradas como típicas da imortalidade, e imaginava-se serem eficazes, como sinal exterior e visível, pelo menos, para iluminar as almas [isto é, ajudá-las a libertar-se] do purgatório

FESTEJEMOS, POIS, A FESTA DE TODOS OS SANTOS, QUE INTERCEDAM POR NÓS.
FONTE: WILKIPEDIA

FORMAÇÃO

Teatro Sacro: Ministros em Ordem de Batalha

 

Enquanto estava na aula de história, o professor falava de como os gregos começaram a dar ideia do teatro, utilizando várias ciências, principalmente em sua forma: de concha, para que o som que batesse no muro pudesse ecoar para que tornasse mais alto, uma vez que não havia microfones na época.
O teatro, de forma geral, é a arte capaz de apresentar diversas formas de histórias, sejam elas dramáticas, épicas, cômicas ou de diversas outras formas. O teatro sacro tem a mesma forma, ou estrutura, para ser apresentado: roteiro, personagens, cenários, etc., mas há algumas diferenças, além do enredo ser voltado para que a graça possa acontecer nos assistentes ou ouvintes, nós também necessitamos da unção.
Aprendemos desde quando começamos a servir a Deus na evangelização através da arte que a unção supera a técnica! E por quê? Porque somos meros instrumentos de Deus para que Ele possa agir no outro. Mas para que ajamos pela graça, precisamos nos abrir; ou então agiremos pela misericórdia do Deus de pura Bondade e Amor.
Precisamos, portanto, experimentar a graça em nós, saber o que o Senhor quer de nós, para assim, como bonecos de marionete, nos deixar ser conduzidos por Ele. Mas, como bons servos, também precisamos dar o nosso melhor e ser fiel, afinal, se sou fiel no pouco Ele me confiará mais. É necessário que usemos também de técnicas: teatrais, vocais, etc., de forma que nos leve a conhecer cada fala e como é o personagem que Ele nos confiou.
“Nós como ministros de arte devemos batalhar, estar atentos. Vamos pensar em um exército quando sai para se preparar, os soldados se exercitam, eles enfrentam os obstáculos, as dificuldades e chega uma hora que este exército estará pronto para batalha. Assim somos nós, precisamos nos exercitar, para na hora da batalha podermos vencê-la.” Padre Cleidimar.
Como bons soldados em ordem de batalha, necessitamos vigiar e orar, para que não caíamos em tentação. Tantos pecados que rodeiam os artistas cristãos: inveja, autossuficiência, vaidade, falsa humildade, superioridade e tantos outros. “Quando eu orar, a terra tem que estremecer. Quando eu orar, o Céu eu tenho que adentrar. Pois aquele que ora, em Deus já alcançou a vitória!” É nesta verdade que devemos rezar para que todo chegue ao Céu, a fim de que, como bons intercessores, a nossa arte também aja sobre aqueles que estarão a assistir.
Quando fazemos a nossa arte, se faz necessário que tomemos consciência de que não a fazemos para agradar aos homens, muitos menos para nos “aparecer”. É o próprio Jesus que nos diz “Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens.” (Cf. Mt 6, 5), isto é, quando estiverdes a serviço, independente do qual, sobretudo na arte, escondei vossos rostos para que Ele seja a única luz a brilhar; que possamos ser o ostensório que O leva aos que precisam de nós, e como ostensórios, que estejamos também sempre perto Dele.
"A arte que não leva à vida leva à morte. Somos convidados a levar vida, esperança e beleza.” - Francisco Sobrinho
Que possamos fazer desta música a nossa oração de hoje pela nossa doação ao serviço que o próprio Deus nos confiou:
Eu não preciso ser reconhecido por ninguém,
A minha glória é fazer com que conheçam a Ti.
E que diminua eu, pra que Tu cresças, Senhor, mais e mais.
E como os serafins que cobrem o rosto ante a Ti,
Escondo o rosto pra que vejam Tua face em mim.
E que diminua eu, pra que Tu cresças Senhor, mais e mais.

No Santo dos santos, a fumaça me esconde, só Teus olhos me vêem.
Debaixo de Tuas asas é o meu abrigo, meu lugar secreto,
Só Tua graça me basta e Tua presença é o meu prazer!
Toque no Altar