terça-feira, 26 de julho de 2011

CAUSOS E CASOS XI


CAUSOS E CASOS DO MINISTÉRIO DE ARTES VIDA NOVA – MAVN

As aventuras dos quatro tabaréus de Lagarto/SE em Itapetininga/SP – Parte II

Caros amigos, para continuar a nossa saga para o EFAC 2011 (muito bom!!!), devo lembrar que na primeira parte terminou quando o avião decolou (se você não leu a primeira parte é só ir em postagens antigas em nosso blog e conferir).
Bem amigos o nosso voou não era direto para São Paulo, mas ele fazia conexão no aeroporto do Galeão/RJ, então tínhamos que descer e pegar outro avião, a preocupação agora de nossa amiga Anselma era com as malas, pois não as via desde Aracaju/SE, e foi logo perguntando para Saulo - “Saulo, e nossas malas que hora a gente pega”, este logo respondeu que a própria empresa se encarregava de levá-las para o próximos voo, mas a preocupação ficou literalmente no ar.
Até então, tudo bem, apesar da preocupação de Anselma, sem maiores problemas decolamos para São Paulo/SP, chegando ao aeroporto de Garulhos/SP, foi lá caros amigos, que o desespero tomou conta de Anselma, fomos até o local aonde pegavam as malas e para contribuir com a angustia de nossa amiga, as nossas malas (minha, Tamires e Saulo), chegaram e a dela nada. Comecei a confortá-la, e em um gesto nobre ofereci as minhas cuecas caso a mala tivesse sido perdida, nem preciso descrever a sua cara nessa hora (pode olhar a foto ao lado e perceber), mesmo assim sugerimos que ela pegasse um saco que rodava na esteira por diversas vezes e penso que o dono vendo a gente rir, mangando do saco, ficou com vergonha de pegar (gente o saco também tá na foto).
Depois de infindáveis 45 (quarenta e cinco)  minutos de espera pelas malas de Anselma, finalmente pegamos o ônibus da Gol para o aeroporto de Congonhas/SP, pois ficava  mais próximo e barato (pense num povo pobre) para chegar ao Hotel, que percebendo a nossa condição de mulambento nosso amigo Saulo (pobre de rico, amigos não se preocupe pois esse apelido vai mudar, ao longo da EFAC ele se tornou a pessoa mais “lotró” que conhecemos) pagou nossa hospedagem (mais uma vez obrigado!!!), amigos pense num hotel (confira a foto), nem precisava contar, sei que vocês amigos leitores já sabem que tabaréu não perde a oportunidade de levar para casa os produtos do hotel (sabonete, condicionador...), mas amigos já estava demais, Tamires levou até a bolsa plástica que os clientes colocam as roupas sujas para levar a lavanderia, vocês acreditam, pensem numa vergonha em que fiquei, acho que quando o gerente do hotel ver o nome de Saulo, solicitando uma reserva não vai mais permitir, sem falar na bagunça e sujeira que deixamos lá (pobre né brincadeira não, para não gastar com as comidas que estavam no frigobar, compramos em um supermercado o nosso jantar e café da manhã).
Amigos, narrarei essa última parte do causo de forma intensa, pois assim o foi. Acordamos logo cedo para pegar um táxi (pense num bobinho, simplesmente o taxista se ofereceu para nos levar a Itapetininga pela pequena quantia de R$ 320,00, só isso) até a Rodoviária de Barra Funda/SP e de pegar o ônibus até Itapetininga/SP, assim o fizemos, mas como todo tabaréu chegamos ao motorista de pedimos que quando chegasse na Associação Rainha da Paz, ele parasse. Como tudo estava certo era só dormir e esperar, bem amigos, o motorista parou na frente a citada associação, descemos, mas ele disse que os encontros geralmente não aconteciam ali, mas em um seminário logo mais a frente, bem não conhecíamos nada, embarcamos novamente e percebemos que um garoto com uma camisa católica desceu naquele local (no primeiro instante pensamos que ele iria também para o EFAC, mas ele não falou nada e desceu no local aonde o motorista disse que não era).
Confira o video no youtube.com "A jornada para a EFAC" (cole esse endereço): http://www.youtube.com/watch?v=IA-Lzdz6pbs
Paramos no dito seminário, e logo de primeira percebemos que não era ali (o pior foi ver depois aquele garoto que não falou nada lá no EFAC, e mesmo percebendo que estávamos indo para o local errado ficou calado, eu não podia ver ele, minha vontade devo confessar era colocar o pé para ele cair ou melhor “batizá-lo” que pena que Fabricio e Obderam não estavam lá), resumindo tivemos que retornar pela pista, a pé, arrastando as malas (pobre de Tamires, arrastar 23 kg de mala não é brincadeira), por quase um quilometro (amigos está tudo filmado, para não dizerem que estou mentindo), depois que uma longa caminhada chegamos ao local, na verdade a porta da associação, pois ela é tipo uma chácara, tinha uma ladeira enorme na frente, foi quando amigos, comprovei a frase que coloquei na parte I desse causo, “todo tabaréu, tenta disfarçar, mas tem uma hora que não tem jeito, as raízes mulambentas vem à tona”, acreditem um rapaz que estava dirigindo um caminhão, perguntou se iriamos subir, então loucos, cansados, desesperados, gritamos: “sim!!!”, e não pensamos duas vezes jogamos as malas em cima e subimos na carroceria (está tudo gravado também), acho que nessa hora o pessoal do EFAC, escutando a zoada (porque pobre é assim, qualquer lata que bate é uma festa) se perguntaram quem são esses? E alguém deve ter respondido, “bem pelo pau-de-arara, deve ser os sergipanos”
 Confira o video no youtube.com "A Carona para a EFAC" (cole esse endereço):http://www.youtube.com/watch?v=d_fbDd2Sky0
Deus escreve certo por linhas tortas, Anselma aprendeu que quando tudo está perdido ou parece perdido, não devemos nos desesperar e sim confiar em Deus que Ele vai nos ajudar, Tamires percebeu que no caminho, o fardo que são as nossas malas são muito pesadas para levarmos sozinhos, mas temos um Deus que nos ama e sempre esta disposto a nos ajudar, e Eu, amigos, percebi que não devo ser pedra de tropeço para nossos irmãos, devo amar em ações e atitudes.

Por Marcel Almeida