quarta-feira, 3 de outubro de 2012

FORMAÇÃO

Qual é a direção de sua vida?

A resposta indica onde está seu coração
Para onde você está indo? Onde quer chegar? O que você já fez da sua vida? O que pretende ainda realizar? Onde está a tua descendência? Estas e tantas outras perguntas o ser humano faz, constantemente, ao longo da sua vida!

Poderíamos dizer que somente um adulto pergunta sobre a própria vida, mas isso é um engano, pois até mesmo a mais simples pergunta de uma criança representa a sua dúvida sobre a vida. Porém, cabe a cada um de nós não parar nas perguntas, mas buscar, constantemente, uma resposta. Por que digo constantemente? Pelo simples fato de que, a cada pergunta respondida, outras surgirão!

Podemos chegar a um estado de desespero, de depressão ou de profunda angústia. Isso é muito provável para aqueles que somente buscam respostas para suas perguntas, sem avaliar a fonte, o lugar de onde estão saindo estas respostas. Demos um passo adiante nesta nossa reflexão. Para responder a simples pergunta “para onde estou indo?”, devemos perguntar primeiramente: “quem sou eu?”. Assim teremos o início de uma resposta coerente e verdadeira.

No Salmo 8, o autor sagrado pergunta “Senhor, quem é o homem para cuidar dele tanto assim?”. A resposta encontramos em Gênesis 1,27: “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança”. Aqui, começamos a encontrar a resposta essencial e vital de cada um de nós. Se partirmos desta afirmação do Gênesis, que somos criados à imagem e semelhança de Deus, partimos de uma realidade de vocação, ou seja, de um chamado.

A vocação acima falada é a imagem de Deus que somos, ou seja, o Senhor nos chama a sermos Sua imagem, Imago Dei. Mas não é um chamado passivo que espera uma resposta. Não! A imagem divina que somos é uma vocação ativa de Deus a nós. Antes mesmo de respondermos à pergunta que toda criança faz: "O que vou ser quando crescer?", podemos responder: "quem somos"? Fomos criados à imagem do Pai por amor. Nenhuma outra criatura, no mundo, tem este dom tão grande de ser imagem do Criador; porém, todo chamado exige uma reação.

A resposta é a semelhança à qual Deus nos criou. Ou seja, com o dom da liberdade podemos responder e corresponder a essa semelhança naquilo que escolhemos e fazemos. Na certeza de que não basta apenas um agir moral reto, mas uma profunda adesão total e completa daquilo que é uma resposta decidida e definitiva de cada um de nós ao Criador. Ou seja, uma profunda decisão interior a uma constatação de um dom recebido.

Tendo esta consciência de quem somos, podemos dizer que nenhuma pergunta ficará sem resposta, pois a vida não se faz de perguntas, mas de vocação e respostas dadas, a cada dia, a um amor que ultrapassa as barreiras da nossa ignorância e do nosso tempo, mas respeita, porque o verdadeiro amor é aquele que gera liberdade, por isso nos espera até o último momento. 

Para onde você está indo? Eu espero que seja ao encontro com o nosso Deus Amor!
Padre Anderon Marçal

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A ARTE DE ATUAR



O Teatro Cristão que Salva Vidas
 A arte é a expressão do interior do homem e todos sabem que as palavras convencem, mas o testemunho arrasta. Então o que falar sobre a capacidade ou a força que o teatro tem na evangelização?
O que é o teatro? Não é exatamente a arte de interpretar um personagem e levar o publico a entrar na vida e na historia daquele ou daqueles personagens? Quantas vezes já vimos nossos irmãos brasileiros chorando por causa de um personagem de novela ou odiando por causa de um personagem? Ou ate mesmo mudando seus conceitos por causa da identificação e amor que criam por um personagem? Agora transfira toda essa capacidade de envolver e convencer as pessoas através de personagens e histórias imaginárias ou no máximo humanas, para um teatro que utilize a força e a graça de personagens ou textos bíblicos. Isaías diz que a palavra de Deus é como a chuva que cai e não sobe ao céu sem antes dar o seu devido fruto.
O Teatro cristão traz toda possibilidade de uso da arte, que por si já é envolvente e potencialmente transformadora, aliada a força da Palavra de Deus, dos seus personagens e de toda graça que ela contém. Pela força sobrenatural contida na eleição de um grupo de teatro e por um desejo permanente de Deus revelar-se aos seus filhos amados, temos no teatro cristão um método eficaz e envolvente de evangelização. Talvez nem todos aceitem um convite para uma pregação ou um ensino sobre as coisas de Deus. Torna-se mais atrativo um convite para uma peça de teatro e se esta for realizada com arte e unção, temos uma combinação perfeita para uma experiência do público com o Senhor da arte.
Se as pessoas se emocionam e se identificam com personagens de atores que criam, inventam um personagem totalmente fictício e que na maioria das vezes não tem nada a ver com sua alma, com a sua verdade humana, muito maior será o grau de identificação e emoção de um público com um personagem criado a partir do desejo de levar este povo àquela experiência com o amor de Deus, que é verdade na vida do ator cristão.
O teatro cristão pode ter personagens totalmente imaginários, mas a base inspiradora de toda e qualquer peça de evangelização é a Palavra de Deus e os ensinamentos da Igreja, e o objetivo do trabalho não é somente a diversão ou a informação, mas sim o desejo de levar ao encontro com a verdade e a vida verdadeira, Jesus Ressuscitado!
 Por isso o desafio do teatro cristão é grande. Precisa aliar talento, chamado, vocação, técnica, inspiração e testemunho de vida e de fé. É preciso estar atento para emprestar seu corpo, sua voz, seu olhar, enfim todo o seu ser para o Senhor que continua salvando e amando seu povo. É um mistério. No teatro natural, a pessoa do ator sai de cena e assim dá a vida ao personagem. No teatro cristão, como ministério, o ator sai de cena para dar a vida ao personagem, mas o personagem serve apenas de canal, porque em um determinado momento até o personagem tem que sair de cena para dar a vez ao Espírito Santo que tem a capacidade de entrar nos locais escuros como luz, de irrigar o que está seco, de saciar o que está sedento, de chamar à vida o que está morto. É o momento da unção, onde acontece o inimaginável e todos não tem outra coisa a fazer senão aplaudir o Deus que salva, a aclamar com gritos de bravo!, Bis!, Gloria! Àquele que usa de todos os meios para dar-nos a vida e vida em abundancia.
Por Luiz carvalho - Comunidade Recado

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA



O furo no barco

Um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Trouxe com ele tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer. Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Percebeu que havia um vazamento, e decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.

No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e o presenteou com um belo cheque. O pintor ficou surpreso:

"O senhor já me pagou pela pintura do barco" - disse ele.

"Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco."

"Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!"

"Meu caro amigo, você não compreendeu. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei-me que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, exa-minei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe agora o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua "pequena" boa ação..."


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

FORMAÇÃO



Amados irmãos, estando trancorrido o mês dedicado à bíblia, se aproxima o mês dedicado à missão... Assim, acompanhemos o que nos fala o santo padre, Bento XVI...
A prioridade de evangelizar
O mandato de pregar o Evangelho não se esgota, portanto, para um Pastor, na atenção por aquela porção do Povo de Deus confiada aos seus cuidados pastorais, nem no envio de sacerdotes, leigos ou leigas fidei donum. Ele deve envolver toda a atividade da Igreja particular, todos os seus setores, em suma, todo o seu ser e operar. O Concílio Vaticano II o indicou com clareza e o Magistério sucessivo o reiterou com força. Isso requerer adequar constantemente estilos de vida, planos pastorais e organização diocesana a esta dimensão fundamental do ser Igreja, especialmente no nosso mundo em contínua transformação. E isso vale também para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, como também para os Movimentos eclesiais: todos os componentes do grande mosaico da Igreja devem sentir-se fortemente interpelados pelo mandato do Senhor de pregar o Evangelho, para que Cristo seja anunciado em todos os lugares. Nós, Pastores, os religiosos, as religiosas e todos os fiéis em Cristo, devemos colocarmo-nos nas pegadas do apóstolo Paulo, o qual, “prisioneiro de Cristo para os gentios” (Ef 3, 1), trabalhou, sofreu e lutou para levar o Evangelho em meio aos pagãos (cfr. Ef. 1, 24-29), sem poupar energias, tempo e meios para divulgar a Mensagem de Cristo.

Também hoje a missão ad gentes deve ser o constante horizonte e o paradigma por excelência de toda atividade eclesial, porque a própria identidade da Igreja é constituída pela fé no mistério de Deus, que se revelou em Cristo para nos trazer a salvação, e pela missão de testemunhá-lo e anunciá-lo ao mundo, até o seu retorno. Como são Paulo, devemos estar atentos aos que estão distantes, àqueles que ainda não conhecem Cristo e ainda não experimentaram a paternidade de Deus, conscientes de que “a cooperação missionária alarga-se hoje para novas formas, não só no âmbito da ajuda econômica, mas também da participação direta na evangelização” (JOÃO PAULO II, Carta Encíclica Redemptoris missio, 82). A celebração do Ano da Fé e do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização serão ocasiões propícias para um relançamento da cooperação missionária, sobretudo nesta segunda dimensão.


Fé e anúncio
O anseio de anunciar Cristo nos impulsiona a ler a história para analisar os problemas, aspirações e esperanças da humanidade, que Cristo deve curar, purificar e preencher com a sua presença. A sua mensagem, de fato, é sempre atual, penetra no coração da história e pode dar resposta às inquietações mais profundas de todo homem. Por isso, a Igreja, em nome de todos os seus componentes, deve estar consciente de que “os horizontes imensos da missão eclesial e a complexidade da situação presente requerem hoje modalidades renovadas para se poder comunicar eficazmente a Palavra de Deus.” (Bento XVI, Exortação Apostólica pós-sinodal Verbum Domini, 97). Isto exige, antes de tudo, uma renovada adesão de fé pessoal e comunitária ao Evangelho de Jesus Cristo, “num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver” (Carta Apostólica Porta fidei, 8).

Efetivamente, um dos obstáculos ao impulso evangelizador é a crise de fé, não apenas no mundo ocidental, mas em grande parte da humanidade, que, faminta e sedenta de Deus, também deve ser convidada e conduzida ao pão de vida e à água viva, como a Samaritana que vai ao poço de Jacó e dialoga com Cristo. Como narra o Evangelista João, a vicissitude desta mulher é particularmente significativa (cfr Jo 4, 1-30): encontra Jesus, que lhe pede de beber, mas depois lhe fala de uma água nova, capaz de saciar a sede para sempre. No início, a mulher não entende, permanece no nível material, mas lentamente é conduzida pelo Senhor a realizar um caminho de fé que a leva a reconhecê-lo como o Messias. A esse propósito, Santo Agostinho afirma: "depois de acolher Cristo Senhor no coração, que mais poderia ter feito (aquela mulher) senão abandonar a ânfora e correr para anunciar a boa nova?" (Homilia 15, 30). O encontro com Cristo como pessoa viva que sacia a sede do coração só pode levar ao desejo de compartilhar com os outros a alegria desta presença e fazê-Lo conhecer para que todos a possam experimentar. É preciso renovar o entusiasmo de comunicar a fé para promover uma nova evangelização das comunidades e dos países de antiga tradição cristã que estão perdendo Deus como referência, a fim de redescobrir a alegria de crer. A preocupação de evangelizar nunca deve permanecer à margem da atividade eclesial e da vida pessoal do cristão, mas sim caracterizá-la fortemente, conscientes de ser destinatários e, ao mesmo tempo, missionários do Evangelho. O ponto central do anúncio permanece sempre o mesmo: o Kerigma do Cristo morto e ressuscitado pela salvação do mundo, o Kerigma do amor de Deus absoluto e total por todo homem e por toda mulher, cujo ápice está no envio do Filho eterno e unigênito, o Senhor Jesus, que não se eximiu de assumir a pobreza de nossa natureza humana, amando-a e resgatando-a, por meio da oferta de si na cruz, do pecado e da morte.


A fé em Deus, neste desígnio de amor realizado em Cristo, é antes de tudo um dom e um mistério a receber no coração e na vida e pelo qual agradecer sempre ao Senhor. Mas a fé é um dom que nos é dado para ser compartilhado; é um talento recebido para que produza frutos; é uma luz que não deve ficar escondida, mas iluminar toda a casa. É o dom mais importante que nos foi feito em nossa existência e que não podemos guardar para nós mesmos.

Bento XVI – Mensagem para o mês das missões

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

HISTÓRIA QUE O POVO CONTA



Remédio para os olhos

Uma senhora foi procurar o seu oculista, pois começou a sentir dificuldades com a visão.
Ela lhe explicou que o seu trabalho exigia muitas horas de leitura. Depois do exame, o médico disse:
“Os seus olhos estão perfeitos, mas estão cansados. Você precisa descansá-los.”
Ela respondeu: “Isto é impossível! Não posso parar com o meu trabalho.” O médico pensou um pouco e lhe perg
untou: “No local em que você trabalha tem janelas?” “Sim”, disse a mulher, “e eu tenho uma bela vista para as montanhas.” O médico, então, lhe recomendou: “Temos a solução para o seu problema.
Quando os seus olhos estiverem cansados, olhe para as montanhas por 5 ou 10 minutos. Este olhar para o longe vai descansar os seus olhos.”
Esta verdade pode ser aplicada na sua vida espiritual. Talvez você esteja cansado de focalizar os problemas e dificuldades. O olhar para cima – olhar para Deus, vai fazer muito bem!
Se você simplesmente olhar para cima, para o céu, não vai enxergar a Deus. Este olhar tem que ser dirigidopara a Bíblia, pois é ali que Deus se revela ao mundo. Na Bíblia você encontrará a orientação segura de Deus. Ele colocará os seus problemas na perspectiva certa, e dará descanso para a sua alma!